Não se monetiza, nem se garante, uma relação que deixou de existir. A jornada pós-adoção cria essa relação e, de quebra, o dado que sustenta tudo que vem depois.
O produto para na aprovação. A vida do pet começa ali.
A Buddy resolve bem a entrada do funil. Mas a relação com o adotante morre quando ele é aprovado, justo no ponto em que se garante (ou não) que a adoção deu certo. Hoje o check-in pós-adoção existe, mas é manual e do lado da ONG: ela vê um lembrete e contata na mão. Nada automático, nada que chegue ao tutor.
Três atores, um só registro vivo
Quer cuidar bem, sem se sentir perdido
Nos primeiros meses bate insegurança ("ele puxa muito", "que vacina falta?"). Não volta sozinho ao app.
Quer saber que a adoção deu certo
Hoje perde o pet de vista na entrega. Acompanhar é a missão dela, e prova de impacto pra doador e edital.
Quer manter o tutor ativo
Lê datas e estado da relação, decide a jogada e dispara. Nunca escreve conteúdo: orquestra.
Um ciclo que se alimenta sozinho
A jornada não começa na adoção: começa na busca, e continua depois da entrega. Cada interação escreve no registro do pet, e o registro mais rico dá motivo pra próxima interação. O cron e o e-mail são só o gatilho. O valor está no laço.
O motor reacende
Lê o estado da relação (fase de vida + datas) e dispara o toque certo por e-mail.
O tutor cai numa conversa
Parece chat, mas é assíncrona. Responde com texto, peso, "já vacinei", foto.
A resposta vira dado
Tudo escreve na carteirinha: saúde, vacina, timeline. O registro engorda.
O motor recalcula
Novas datas, engajamento atualizado. E o laço recomeça, mais rico.
Uma estrela-guia, e o que ela não é
O motor inteiro existe pra mover um número. Carteirinha rica, vacinação em dia, lead, impacto pra ONG: tudo deriva de manter o adotante ativo.
Definição operacional (a calibrar): respondeu ao menos 1 toque nos últimos 45 dias. É o numerador que o produto persegue. O 60% é uma meta-hipótese pro piloto, não dado real.
Check-ins respondidos
Saúde da conversa: o tutor está voltando?
Eventos por carteirinha
Riqueza do registro = grude (proxy de retenção).
Vacinas com próxima data
Operacional: alimenta o motor e o cuidado.
Momentos de lead detectados
Estruturado pro futuro (detecta, não vende).
Três pilares, um tripé
O dado dá motivo ao canal, o canal traz o adotante de volta, o motor decide a jogada. Tirar uma perna derruba o conjunto.
Canal
Dispatch agnóstico de canal. Day-1 é e-mail (Resend, já existe). WhatsApp e push entram depois sem reescrever.
Carteirinha
O cofre da vida do pet (o UserPet evoluído): perfil, saúde, vacina, origem, timeline. Onde tudo é escrito e lido.
Motor
O estado da relação tutor↔pet: fase de vida, engajamento, risco. Quem recebe o quê, quando, e por quê.
O motor é a camada que faltava entre o dado e o canal.
O que já temos, o que falta
Pull do código em 28/jun. Metade do que parecia "a construir" já está em produção. Isso muda onde o esforço vai: o produto não é vaporware, a fronteira é estreita e clara.
| Camada | Estado | Detalhe |
|---|---|---|
| Carteirinha (dados) | ✅ construído | UserPet expandido, saúde+vacina (tabela tipada), origem, timeline. Endpoints ONG e tutor. |
| Pré-preenchimento na adoção | ✅ construído | A transação de adoção popula a carteirinha, congela a origem, cria a timeline. |
| Conversa ONG ↔ adotante | ✅ construído | Mensageria in-app (shipada 28/jun). É a thread humana do processo. |
| Lembretes da ONG | ✅ construído | Saíram do mock. Calculam check-in devido, novo adotante, perfil incompleto. |
| Check-in do tutor (proativo) | 🟡 manual | Hoje a ONG contata na mão. Falta o automático, tutor-facing, que vira dado. |
| Canal: cron + e-mail + opt-in | 🔭 a construir | Não há scheduler, dispatcher de jornada, nem consentimento de canal. |
| Motor: estado da relação | 🔭 a construir | Fase de vida, engajamento e risco ainda não existem no UserPet. |
De cron burro a máquina de estados
Um cron dispara por relógio. O motor conhece o estado de cada relação e reage a eventos (respondeu, vacinou, sumiu). Continua barato e assíncrono: mais esperto, não mais caro.
Um check-in de 7 dias, na prática
O e-mail é só o empurrão. O tutor cai numa thread que parece chat, mas é assíncrona. Tudo o que ele responde alimenta a carteirinha e mexe no estado do motor.
O que decidimos, e por quê
A conversa da Buddy é uma thread própria
decidido- Duas vozes: ONG conduz o processo, Buddy conduz a vida
- Ciclos diferentes: candidatura acaba, a vida do pet dura anos
- Cobre quem trouxe o pet de fora (sem candidatura)
- Um modelo de conversa novo, ancorado no pet
- A tela de conversa da Buddy (já no escopo)
- Mais build que reusar a thread existente
- Experiência fiel e clara ao usuário
- Cobre 100% das carteirinhas
- Privacidade ONG ↔ tutor separada
Opt-in numa tela mínima de boas-vindas
decididoO motor é primário, a ONG vira escalonamento
decididoLead se estrutura agora, vende depois
decididoScheduler é node-cron no backend
decididoA conversa é uma porta de entrada de dados
Cada troca coleta dado do pet e do adotante, e alimenta o registro. Parte disso a Buddy já coleta hoje, no questionário de triagem, que pré-popula a carteirinha antes do 1º check-in.
Conversa
check-ins · perguntas · fotosCarteirinha
o registro vivoServe ao cuidado direto e ao motor: peso, próxima vacina, alergias, medos.
Agregado anônimo: prova de impacto da ONG pra patrocínio e edital.
Sinaliza o momento de uma oferta útil (ração, vet, seguro).
Enxergar a vida depois da adoção
Hoje a ONG perde o pet de vista na entrega. Com a jornada, ela ganha o que mais importa pra missão dela: a prova de que a adoção deu certo, no painel que ela já usa.
Visibilidade
Hoje a ONG tem zero pós-adoção. Acompanhar é a missão dela.
Prova de impacto
Métrica pra doador e edital: adoções acompanhadas e bem-sucedidas.
Detecção precoce
Agir antes da devolução ou abandono reduz retornos.
Doação · futuro
Tutor engajado tende a doar (Pix já existe) → sustentabilidade.
Testar barato, aprofundar depois
Validar a relação
Canal + motor + check-in que vira dado. Carteirinha já existe.
Lado ONG completo
Adoções acompanhadas, leitura da carteirinha, impacto agregado.
Mais canal
WhatsApp + push, fotos/momentos ricos, alertas de bem-estar.
Inteligência
IA reativa (LLM na janela), ofertas no contexto, loop de doação.
Por onde a engenharia ataca
O detalhe com tarefas e critério de aceite está no handoff v2. Em alto nível, a fronteira são cinco blocos.
- Opt-in + tela de boas-vindas
- node-cron + ScheduledTouch
- Dispatcher + templates Resend
- Estado no UserPet
- Transições tempo + evento
- Detecção de lead (não vende)
- Thread própria (JourneyMessage)
- Composer que vira dado
- Conteúdo curado por fase
- CRUD expandido do tutor
- Tela do adotante
- Mapear triagem → convívio
- Reminder vira escalonamento
- Adoções acompanhadas
- Leitura da carteirinha
Cold-start da carteirinha
Mitigado: a ONG semeia e o pré-preenchimento já existe.
Abertura de e-mail
Tracking mede; porta aberta pra WhatsApp se for baixa.
Conversa só na candidatura
Thread própria no pet resolve a entrada lateral.
Com qual ONG fazemos o primeiro piloto, e o que conta como sucesso: % de check-ins respondidos, carteirinhas ativas, fotos enviadas?